A sessão dura cinquenta minutos. A semana tem dez mil e oitocentos. O que acontece no intervalo importa — e os psicólogos sabem disso. Tarefas, diário, monitoramento de humor: essas ferramentas existem há décadas na psicoterapia. O que a psip faz é reunir tudo num único lugar digital, acessível tanto para você quanto para o paciente, sem exigir que nenhum dos dois use aplicativos externos ou planilhas improvisadas.
Este artigo descreve o que o paciente encontra na área dele, o que você vê do lado do profissional, e como os dois lados se conectam.
Como o paciente acessa
Cada paciente tem login no seu próprio subdomínio — o mesmo endereço da sua página profissional. O acesso pode ser criado de dois modos:
- Pelo profissional: você cria o acesso diretamente no painel, define um nome de usuário e uma senha temporária, e repassa as credenciais para o paciente.
- Automaticamente: quando o paciente agenda uma sessão online e informa os dados de cadastro, o acesso é criado no fluxo de agendamento.
Em ambos os casos, o paciente acessa um ambiente que parece seu consultório digital — com sua marca, não a da psip.
O que o paciente encontra
A área do paciente reúne seis ferramentas principais:

- Diário: registro livre de pensamentos, com data e hora. O paciente escreve quando quiser, sem formato obrigatório.
- Registro de humor: escala visual diária — o paciente marca como está se sentindo. Simples o suficiente para ser feito todos os dias.
- Hábitos: lista de hábitos sugeridos pelo profissional, com acompanhamento de frequência ao longo das semanas.
- Tarefas e exercícios: atividades atribuídas pelo psicólogo para serem feitas entre as sessões. O paciente pode marcar como concluídas e adicionar observações.
- Calendário com notas: o calendário de sessões com o link da sala (Google Meet ou outra plataforma integrada), mais notas que o profissional eventualmente liberar.
- Depoimento: o paciente pode, se quiser, escrever um depoimento sobre o atendimento — com nome ou anônimo, com ou sem foto. Só aparece na sua página pública depois da sua aprovação.

"O que chega ao paciente é sempre uma decisão do profissional. O paciente nunca vê mais do que você escolheu compartilhar."
O que você vê do lado do profissional
Para cada paciente, você tem acesso a um resumo pré-sessão: o humor registrado nos últimos dias, os hábitos cumpridos, as tarefas concluídas e as anotações do diário mais recentes. Há também uma seção de "pontos para conversar" — gerados automaticamente a partir desse histórico recente, para te ajudar a não começar a sessão do zero.

Do painel do profissional você pode:
- Atribuir tarefas e sugerir hábitos específicos para o paciente.
- Escrever anotações privadas de sessão e, se quiser, liberar seleções delas para o diário ou calendário do paciente.
- Agendar sessões diretamente para o paciente, sem depender de que ele acesse o link de agendamento.
- Ver gráficos de evolução de humor e frequência de hábitos ao longo do tempo.
- Baixar um relatório em PDF com o histórico de progresso do paciente — útil para compartilhar com outros profissionais (com consentimento) ou arquivar.
O sentido de tudo isso: continuidade, não vigilância
Há uma distinção importante a fazer. A área do paciente não é um sistema de monitoramento em tempo real — não é pra isso que serve. O psicólogo não recebe alertas cada vez que o paciente registra o humor ou escreve no diário. Não existe notificação de "o paciente abriu o aplicativo agora".
O que existe é um histórico estruturado que o profissional consulta antes da sessão — como um conjunto de anotações organizadas que o próprio paciente produziu. Isso torna a sessão mais rica, porque começa com dados reais do período interconsulta, e não apenas com a memória seletiva de como a semana foi.
Para o paciente, a experiência é de acompanhamento, não de vigilância. Ele escreve, registra e faz as tarefas no seu ritmo, sabendo que isso vai informar a conversa com o profissional — e que nada chega ao profissional que ele não tenha escolhido compartilhar.
A tecnologia aqui não cria uma relação terapêutica. Ela suporta uma que já existe. A diferença prática é que, quando o paciente abre a sessão dizendo "foi uma semana difícil", você já sabe o contorno do que foi difícil — e pode ir mais fundo mais rápido.